Poder – Saga Encantadas

3º Livro da série Encantadas

Editora Única

Autora: Sarah Pinborough

Repense seus violões… pare, e repense novamente, até mesmo aqueles que você transformou em violões nos dois primeiros livros da série.

Poder é o último livro da trilogia ENCANTADAS.

O rei achava que já era hora de o príncipe viver uma grande aventura, mas, por precaução, decidiu enviar o caçador junto, para garantir a segurança do filho.

 Até agora, além de uma velha com jeito de bruxa correndo entre as árvores pouco antes de avistar o veado, havia visto poucos sinais de presença humana e nenhuma trompa soprando para anunciar uma caça real. Ali era um lugar selvagem. E ele gostava disso.

O final desta história nós já conhecemos, apesar de aqui, o príncipe não ser aquele cara mal amado e insensível que conhecemos nos dois últimos volumes. O apego do príncipe por Branca de Neve dormindo tem ligação com a aventura vivida no terceiro livro da série, podemos até chamar de “medida de segurança por trauma sofrido”.

Ao sair na missão aventureira, o príncipe e o caçador encontram Petra e sua avó, salvando-as dos lobos da floresta. Petra então (ou a chapeuzinho vermelho se assim você preferir) decide embarcar na aventura com os dois desconhecidos, já que a missão seria atravessar uma expeça parede de floresta densa, pela qual, Petra passou a vida toda ouvindo uivos encantadores.

A parede foi atravessada e uma cidade inteira foi encontrada, dormindo.

Lá, o trio encontrou Bela, a princesa do conto “A Bela Adormecida”. As histórias continuam se misturando com naturalidade… Chapéuzinho vermelho, A Bela Adormecida, A Bela e a Fera, Rapunzel…

Após 100 anos dormindo e perdendo gotas de sangue até todo ele ser extinto do seu corpo, Bela morreria. Mas ao encontrar a donzela ali deitada, dormindo, o trio decidiu ajudar e garanto, nunca se arrependeram tanto.

O caçador percebeu que o sangue saíra de um furo no dedo da moça e tratou de amarrar uma atadura, o príncipe, fazendo papel de príncipe, decidiu dar-lhe um beijo. Acontecendo ambos no mesmo instante, a Bela acordou.

Um beijo de amor verdadeiro é a única forma de acabar com uma maldição – ela disse, com a boca afastada da dele apenas por um suspiro. – Todo mundo sabe disso.

 Muita coisa acontece durante a narrativa e você fica ali, esperando poder entender o que realmente aconteceu com a Branca de Neve e a Madrasta no livro anterior…

Acredito que faltou fechar alguns pontos, explicar melhor histórias que ficaram inacabadas. Por um instante tenho a sensação de que a autora esqueceu-se de continuar determinadas histórias. Mas isso não significa que o terceiro livro não surpreende, ao contrário, ele surge como o início de tudo, o começo da história e o estopim para que toda aquela confusão de sapatinhos de cristal e suco de maça acontecesse.

O último traço de sobriedade em sua mente sabia que ele devia fazer a volta e sair correndo dali, mas a estranha intoxicação que formigava em seu sangue impedia que se movesse. Ele se lembrou dela no corredor atrás dele. Sua confusão. Seu tremor. Os cabelos dela estavam mudando de cor.

Outro ponto que eu não poderia deixar passar por despercebido e para os fãs de Once Upon a Time, Rumpelstiltskin também está na história (e na frase repense os seus vilões). Aqui ele também faz acordos mas é algo muito superficial, percebido e levado em consideração por apenas quem já assistiu a série. O mandrião é pai de Rapunzel que tem parentesco com a Chapéuzinho vermelho.

O Caçador continua sendo o galã da história e logo no início do livro surge o fato de ele, constantemente, sonhar com uma moça ruiva, que tem tudo para ser o grande amor da sua vida (alguém chuta quem seja?).

Nas últimas páginas do livro, alguns versos:

No alto de sua torre, a esperta bruxa sorriu,

Pois ao ser redor, fusos mágicos tinha a mil.

Como era fácil com os homens jogar,

E agora Bela estava outra vez a sonhar.

Uma princesa, coitada, amaldiçoada por inteiro.

Para salvá-la, só uma chance: de um rei o amor verdadeiro.

Os reinos iam mudar. Haveria guerra e medo.

E Bela ia dormir mais cem anos após furar o dedo.

O que aconteceu era um grande mistério

Ela, porém, tinha grande fé em um beijo sincero…

Numa linha de 01 a 10, eu daria nota 06.

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