A Bibliotecária de Auschwitz

 “Em 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior campo de extermínio dos nazistas onde foram mortas pelo menos um milhão de pessoas”.

Amigos, preciso compartilhar com vocês uma leitura que fiz logo no início do ano. Dificilmente saiu da linha “romântica”, mas as histórias também me atraem e principalmente as baseadas em histórias reais.

Hoje venho apresentar-lhes uma obra que trata de um dos assuntos que mais me fascina: a 2ª Guerra Mundial.

De início, você pode imaginar um livro chato, mas pode ter certeza que se fosse, ele não estaria por aqui.

O autor, Antônio G Iturbe, apresenta aos leitores algo diferente do costumeiro, nada de páginas e mais páginas de números, dados, descrição de mortes terríveis… ele nos traz uma história cheia de amor e de esperança.

A história se passa dentro do campo de Aushwitz, cuja libertação dos prisioneiros completou 70 anos em 2015, e é narrada pela pequena Dita (que entrou no campo com 14 anos). Dita era apaixonada pelos livros e encontrou neles um fio de normalidade no pior momento da sua vida.

Dita Kraus, a bibliotecária de Aushwitz, era uma criança Checa-Judia. Ao chegar no campo de concentração, encontrou-se com outros presos que lutariam pela sobrevivência e pelo bem-estar das crianças.

A história leva o leitor até o bloco 31, criado por Fred Hirsch para funcionar clandestinamente

Dita mora em Israel, destino de muitos judeus libertados

como uma escola. Pessoas de todos os tipos estavam presos no mesmo campo, entre eles, alguns professores que aos poucos foram sendo procurados e envolvidos nessa brecha de esperança.

Fred Hirsch queria proporcionar aos pequeninos um pouco de normalidade àquela loucura que estavam vivendo dando a desculpa aos seus superiores de que reuniriam as crianças para que não atrapalhassem os pais na grande jornada de trabalho.

Em meio à guerra, mortes e sofrimentos, Dita vive, faz amigos, cresce…

O livro homenageia cada um que sofreu no holocausto que foi a 2ª Guerra, mas mostrou que a maioria deles viveu aquela realidade com força e garra.

Além das câmaras de gás, relatada no livro, muitas pessoas morreram por conta de doenças que eram transmitidas pelas péssimas condições de vida.

Ao longo da história muita coisa acontece. Os crimes não deixam de ser retratados, as histórias de tentativas de fugas, o questionamento da fé, a esperança de saírem dali vivos…

Recomendo a leitura e recomendo também uma viagem pela internet ao campo de Aushwitz e uma pequena prece a cada judeu, cigano, gay… morto durante a 2ª Guerra.

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